segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Olhos-verbos


trazia guardado no bolso um poema
lhe vi e tremi, perdi a pose
fiquei meio trema
quase-sumido, consumido
pelos verdes verbos dos teus olhos

o poema mudou em mim
outros brilhos, outras cenas
agudo acento, agora chama
letras do outro que se inventa
na tua boca, na tua cama

Um comentário:

Raquel La Corte dos Santos disse...

Uau! que lindo poema de sonoridades discretas e significados abertos, beijos