terça-feira, 3 de maio de 2011

falo como um ruído
a lingugem dos ratos
no mundo de gatos
e cachorros loucos

latidos-miados e silêncios
hábitos do instinto
e no ruído escuto
nele, não minto

digo de verdades
feitas de misturas,
interesses e vontades

assim, o que de mim se escuta
é o pavor assobiando
o clamor filho da puta

quarta-feira, 27 de abril de 2011

velocidades

o dono de uma flor

lhe arrancou do galho
ela sorriu e murchou

quarta-feira, 6 de abril de 2011

traga o menu
vou escolher
o prato do dia

aprecio e sem dinheiro
não pago, não levo
carrego meu valor

segunda-feira, 14 de março de 2011

algo que não evitas
algo que não evito
o ser à moda,
o ser amido
é vasto o que digo daquilo que enxergo
um mundo sem régua ou compasso
o que faço, me devasta. Me devasto

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

a contaminação é por vontade
um que quer, outro que deixa
no brasil-puta, no japão-gueixa