quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Para quem acredita que o amanhã é distante

um lugar não é o tempo.
o tempo não ventania
e vento não tem lugar.
sendo a própria montaria
o chão por baixo dos pés
faço de mim o que sou
diferente do que és
assim o jeito tá dado
o verbo anunciado
no futuro do presente
serei, deixando de ser
e sendo, depois de ter sido
vivo a cada instante
coisas do pós-indicativo

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

poesia é exposição
afeto se conformando
em luz, água e chão

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Lá lá lá para o Tito

Lá lá lá para o Tito (G – D – C)


Se partir
não precisa chorar
Se ficar
vamos comemorar
lá lá lá
lá lá lá lá lá lá lá lá lá (2x)

Se chorar
não vá se esconder
deixa estar
ouça o vento cantar lá lá lá
lá lá lá lá lá lá lá lá lá (2x)

Se disser
é um ato de fé
se calar
é melhor aguardar
lá lá lá
lá lá lá lá lá lá lá lá lá (2x)

O amor é quando
se acende uma chama
E aquece o afeto
daquele que ama
lá lá lá lá lá lá lá lá lá (2x)

domingo, 11 de dezembro de 2011

transborda o verde mar


a tua vista tem seu preço

mergulho e afogo-me

onde me encontro

e me desconheço

delírios do eu

a meta e a forma
um inseto espreita
o presente

as vezes rápido,
noutras muito
lentamente

a meta conforma
o clamor do ser
deskafkianamente

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

vejo a lua
você nua
meu teu são
teu meu
tão céu
tão chão.
vida crua
língua minha
que fraseia tua pele;
minha rua

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

quando minha ignorância perde as palavras ou o canto mudo para o mundo

lamento não é piedade
lamento é um canto
lugar que inventa outro mundo
seca com sonoridade
brota o verde pensamento
no ar que o outro respira
e ouve, e jamais será só
por isso, apenas,
lamento é coisa da alma grande
em verve pequena
o embalo para uma trilha
o balanço para um cochilo
lamento é assim
um dar passagem.
no mundo sem porteira
a vida-viagem